Nada é como era antes, tudo mudou e agora aqui estou, sentada na grama do parque municipal vendo as pessoas correndo, vendo o tempo passar diante dos meus olhos.Estou aqui sem relógio vendo o sol, vendo o lago e pensando no que eu fiz na noite do aniversário da Mari.Nada parece ter acontecido, simplesmente um sonho com uma pitada de pesadelo, confuso, estranho, mas infelizmente real (não sei se posso dizer infelizmente, mas é o que eu penso no momento).
Fico pensando se isso era pra ter acontecido ou se foi destino...não quero lembrar , mas aquela cena me vêm à cabeça como um flashback.Não sei o que devo fazer,se eu volto com a minha vida e esqueço o que passou ou se sigo e luto pelo o que eu quero.
O começo dessa história foi na festa de quinze anos da Mari, mais precisamente ontem (Pode parecer mais uma história de uma adolescente depressiva e apaixonada,mas é bem mais que isso), eu estava sentada esperando a entrada da aniversariante quando chega Rafa, a pessoa que retrata os piores anos da minha vida pacata.Ele cinicamente tenta puxar assunto,mas eu simplesmente rejeito sua péssima companhia e saio à procura de um lugar mais calmo.
Eu tento disfarçar, mas é praticamente impossível com aqueles olhos vidrados em mim, tento reconhecer quem é,mas não consigo, nunca o vi na minha vida (e olha que eu moro aqui desde que nasci). Tento ver quem conversa com ele,mas ninguém diz nada ou se aproxima ;Uma coisa relativamente estranha contado que quase todo mundo se conhece aqui nessa cidade.Fico cada vez mais curiosa e penso seriamente em me aproximar pra conhece-lo.
De repente ele saí da festa e some na escuridão das ruas.Tento procurá- lo, mas foi inútil.Acho estranho e pergunto para Mari quem era aquele menino que estava em sua festa.Eu faço sua descrição, mas com falta de concentração no que eu digo ela simplesmente diz:"Não Júlia, não conheço,depois a gente conversa".
A decepção bate e a raiva também :" como eu não tive coragem de falar com ele?!".Mas agora já não adianta mais, já é tarde, ele não está mais aqui e eu nem ao menos sei como se chama e de onde veio.Mas logo me surgiu mais uma ponta de esperança:ele reapareceu com uma cara estranha, mas mesmo assim não recuei,fui até lá e perguntei seu nome.Ele se chama Diego, um menino tímido, mas com muito charme (não, eu não fiquei afim dele, muito pelo contrário, fiquei curiosa para conhecê-lo melhor), um jeito de olhar inesquecível.
Fui puxar assunto, tentar me enturmar na festa na minha BFF - incrível né?!Sim, eu sei-.Ele quase não falava direito, tinha a voz baixa e não queria conversar, pelo menos foi a impressão que eu tive. Depois de uns vinte minutos de interrogatório ele finalmemente resolveu falar algo que eu não perguntasse: "Você pode me ajudar?!".Na hora eu congelei, tá, foi exagero eu sei, mas o que eu poderia fazer?."Eu cheguei na cidade há pouco tempo, e minha mãe conheceu a mãe da aniversariante...".Ah, tá explicado o motivo pelo qual ele foi convidado."Será que você pode me mostrar a escola no primeiro dia de aula?".Não pensei duas vezes e disse repetidos 'sim' seguidos.
Acho que ele deve ter se assustado com a minha reação,foi impulso, não pude me controlar.Não sei exatamente o que aconteceu, parecia que eu não controlava o que eu dizia, coisa estranha sim, mas sem explicação.
sábado, 12 de setembro de 2009
Primeiro Capítulo
Postado por Amanda às 10:25
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